terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sem pão...

A minha máquina de fazer pão depois de já ter ameaçado no sábado com um ruído estranho, como se tivesse algo a encravar, decidiu ontem dar o "berro" final a meio de amassar a massa do pão. No sábado mal ouvi o ruído a primeira reacção foi desligar a corrente, e só depois de verificar que estava tudo aparentemente normal é que voltei a ligar, e a máquina lá continuou normalmente sem mais ruidos. Ontem, já a liguei apenas comigo presente, para verificar se fazia um programa inteiro sem ruido, e após 50 minutos a maquina voltou a parecer encravada. Ainda tentei desligar e ligar a máquina várias vezes, na esperança de retomar o programa, mas o ruído desta vez persistiu. Uma vez que tinha a massa quase totalmente amassada, deixei actuar o fermento, e depois liguei apenas a função de forno e desta forma consegui fazer um ultimo pão. 
Hoje de manhã trouxe a maquina para o CERN e ao fim do dia decidi abrir para ver se conseguia solucionar o problema. Depois de algum tempo a tentar abrir uns parafusos próprios para evitar aberturas, e depois de concluir que precisava tirar tudo o que era parafusos mesmo na parte aonde se coloca o pão vim a descobrir que o problema estava no desgaste do veio que faz girar a pá de amassar. Desgaste esse que faz inclinar o veio fazendo com que a correia de transmissão saia da roda dentada. Ainda tentei colocar mais uma anilha no sentido de apertar o veio e evitar oscilações mas mesmo assim não foi suficiente e acabei por decidir arrumar a máquina e adquirir uma nova. :p
Como o pão é coisa que como frequentemente, faz algum sentido adquirir uma nova maquina [mesmo que desta vez não seja com desconto] uma vez que o pão por estes lados é coisa cara.
Finalmente resta dizer que quando comprei este aparelho, em segunda mão, ele estava novo, uma vez que tinha sido utilizado nem meia dúzia de vezes. No entanto durante dois anos e meio fez pão numa média de 2 a 3 pães por semana no que acredito ser um valor razoável de utilização. Sendo assim pode-se quase concluir que estes aparelhos de hoje em dia são quase desenhados para durarem somente o tempo de garantia [os habituais 2 anos] e que vindo esse tempo começam a avariar-se.
Ficam aqui as ultimas fotos da máquina, quando estava toda esventrada ainda com esperança de a poder concertar.
A máquina esventrada
Vista de outro ângulo
A roda dentada e a correia
O elo mais fraco
 Quanto a esta máquina deixei-a sem os parafusos, uma vez que não valia o esforço estar a apertar tudo de novo. Agora resta esperar por fotos da nova máquina.

1 comentário:

DC disse...

Como é que numa instituição onde têm um acelarador de partículas não há ninguém que arranje uma maquina de pão?!
COMO?